Estais sempre alegres!


 17/12/2017 - Escrito para o Correio da Paraíba

Estamos aproximando-nos da Solenidade do Natal do Senhor. Tempo de acolher a alegria perfeita, que é o próprio Deus mesmo. Contudo, na liturgia da Igreja, ainda estamos preparando-nos para fazer memória desta grande festa para os cristãos. A Palavra de Deus ainda está a fecundar o nosso coração com os bons sentimentos e com o espírito de constante conversão, para acolhermos mais dignamente o Senhor que se fez criança.

O terceiro Domingo do Advento é chamado “Domingo Gaudete”, “alegrai-vos” (Fl 4, 4-5). Somos convocados a permanecer na alegria de Deus. E qual o motivo dessa alegria? O motivo da alegria proposta pela Palavra de Deus neste terceiro Domingo do Advento é a proximidade de Deus. Apesar de não sermos sabedores quando da vinda definitiva do Senhor, livrando-nos assim de todo tipo de alarmismo, o Senhor convida-nos à chamada da alegria, e nos convida porque um dia Ele voltará. Precisa-se ressaltar que a Igreja compreende sempre melhor que a “proximidade” de Deus não está na categoria de espaço nem de tempo, mas se trata de uma questão de amor: Deus e o seu amor constante se avizinham dos homens, e é sobre isso que nos propusemos a meditar neste tempo de preparação para o Natal de Jesus. Neste tempo de preparação somos impelidos a transbordar a alegria de Deus aos homens. Ninguém pode ficar de fora da Boa Notícia dos cristãos: Deus está próximo pela via do seu amor. Deus se importa com o sofrimento dos homens e os convida a uma nova vida - uma vida cheia de sentido e voltada para os outros.

No próximo dia 25, diante do Presépio, poderemos contemplar o incomensurável amor de Deus. Fixando o olhar naquele Menino, os homens poderão ter acesso ao rosto do verdadeiro Pai, que, movido por pura misericórdia, dá-nos seu único Filho, e nos dá de uma forma tão simples, deitando-O num estábulo.

Ainda sobre a Alegria, a liturgia da Palavra da Igreja apresenta João Batista como a grande testemunha da luz (Jo 7, 8), testemunha da Luz de Jesus. Comprometer-se com a alegria e com a luz de Jesus é abraçar o verdadeiro júbilo, que não é fruto de ocupações de divertimentos, não significa uma isenção das atividades da vida e das suas responsabilidades. Acolher o dom da alegria é, antes de tudo, encontrá-lo, fazer-lhe espaço em nossas contingências.


Dom Manoel Delson
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

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